um pouco de contexto
“Quanto mais eu conheci a Isadora, mais entendi que a beleza dela não termina no que se vê: ela cresce na forma como cuida, escuta, se entrega e deixa um pouco de si nas pessoas que ama.”
Pra quem chegou aqui sem saber exatamente o contexto: eu sou o Paulo, e esta página é o meu jeito de contar a Isadora pelos olhos de alguém que teve o privilégio de conhecê-la de perto. Não é uma biografia oficial, muito menos uma tentativa de resumir uma pessoa inteira em meia dúzia de adjetivos. É uma coleção de coisas que eu admiro nela, detalhes que me marcaram e pequenos exemplos que ajudam a entender por que eu a considero uma mulher tão especial.
Eu poderia começar falando da beleza dela, porque seria impossível fingir que não chama atenção. Mas, quando penso no que realmente merece ser celebrado neste aniversário, penso muito mais na filha, na irmã, na tia, na amiga, na psicóloga, na profissional, na mulher generosa e verdadeira que existe por trás das fotos. Os meus parabéns são, antes de tudo, por quem ela escolhe ser.
Uma das coisas que eu mais admiro nela é a capacidade de perceber gente.
Ao longo do tempo, eu fui percebendo uma diferença importante entre a Isadora e as outras pessoas: nela, empatia quase nunca fica só no discurso. O cuidado tende a virar atitude. Ela escuta, pergunta, presta atenção, acolhe e, quando pode fazer alguma coisa, faz.
Eu já a vi falar com carinho sobre pessoas que quase sempre passam despercebidas. Sei das roupas e comidas que ela separa para pessoas em situação de rua, do jeito como ela se dispõe a ouvir quem está em condição vulnerável e da sensibilidade especial que tem com crianças. O bonito, para mim, é que isso não parece existir para ser visto. É uma generosidade que continua acontecendo mesmo quando ninguém está olhando.
Talvez por isso eu ache a psicologia tão coerente com quem ela é. Antes do diploma, antes da profissão e antes de qualquer cargo, já existia nela uma vontade muito sincera de compreender o que existe do outro lado. Até o TCC sobre Nise da Silveira me parece conversar com isso: um interesse por formas mais humanas de olhar para pessoas.

Se eu tivesse que escolher um lugar onde o coração dela sempre volta, seria a família.
A importância que a família tem para a Isadora nunca me pareceu protocolar. Ela fala dos pais, dos irmãos, sente falta, quer estar perto e, principalmente, faz questão de participar da vida dos sobrinhos. Existe uma “Titia Isa” muito presente nela, a que cuida, brinca, inventa jeito de entreter e transforma até responsabilidade em afeto.
Eu gosto de observar como esse mesmo compromisso aparece nas amizades. As amigas não são apenas companhia para os dias bons; são parte real da vida dela. Ela ouve, conversa, sai para dançar, acompanha, se importa. E eu acho bonito como ela consegue demonstrar que pessoas são importantes sem precisar transformar isso em grandes declarações o tempo inteiro.

Tem coisa que um texto explica. E tem coisa que um vídeo simplesmente mostra.
Eu quis colocar este vídeo porque ele me lembra uma característica que eu sempre associei a ela: quando a Isadora entra no mundo das crianças, ela entra de verdade. Não fica só observando de longe. Brinca, participa, se envolve e cria um espaço em que elas podem simplesmente ser crianças.
É um registro simples, mas eu gosto justamente por isso. Não é uma cena montada para explicar quem ela é; é uma cena comum que, sem querer, acaba explicando bastante.
Simples sem ser comum, independente sem deixar de ser afetuosa.
Uma das coisas que eu sempre achei interessantes na Isadora é que ela não precisa de uma vida feita de grandiosidades para reconhecer valor. Ela gosta de ser bem tratada, respeitada, lembrada e cuidada, mas não me parece alguém que dependa de espetáculo para se sentir especial.
Eu consigo imaginar felicidade para ela em cenas pequenas: um livro que prende de verdade, ela sentada na sua cadeira de praia tomando um chimarrão, filme e pipoca, um pôr do sol bonito, praia, família por perto, uma conversa leve que faça sentido. Gostar do simples não diminui a ambição dela. Pelo contrário: talvez ajude a separar o que é desejo real do que é só aparência.
Ao mesmo tempo, existe nela uma vontade forte de construir a própria vida e preservar autonomia. Eu sempre percebi o quanto ela valoriza conseguir caminhar com as próprias pernas, participar das escolhas e sentir que aquilo que conquistou também pertence ao esforço dela. Para mim, isso é uma forma bonita de dignidade.

A Isadora nunca me pareceu muito interessada em ser “a mulher padrão”.
Isso fica bastante evidente no jeito como ela se veste. Ela gosta de roupa que tenha alguma coisa para dizer: renda, peças artesanais, coisas feitas à mão, chapéus, texturas, cortes e combinações que saem um pouco do previsível.
Eu nunca esqueci de quando ela se encantou por uma roupa feita inteira de gravatas aqui no Rio. Acho um exemplo perfeito. Ela não gostou apesar de ser diferente; provavelmente gostou justamente porque era diferente. Tem alguma coisa nela que procura identidade antes de procurar aprovação.
E eu acho isso muito bonito. O estilo dela não parece ser uma fantasia para chamar atenção, mas uma extensão de uma personalidade que também não gosta muito de caber em molde pronto. Elegante, feminina, criativa e com espaço para uma escolha inesperada no meio.


Uma das coisas que eu mais admiro nela é a profissional que ela está construindo.
Quando a Isadora assume uma entrega, eu percebo o quanto ela entra de verdade no que precisa fazer. Ela organiza, pensa no tom da comunicação, tenta prever problemas, estrutura os projetos e busca entregar o melhor que consegue. Ela não parece satisfeita em simplesmente terminar uma tarefa; quer sentir que fez direito.
O que eu acho ainda mais admirável é a preocupação dela em aprender a liderar. Ela estuda gestão, reflete sobre a forma de coordenar pessoas e até está lendo O Monge e o Executivo. Isso me diz que ela não quer apenas ocupar um lugar de liderança; quer se tornar alguém à altura da responsabilidade daquele lugar.
Em um dos projetos, diante da dificuldade de engajar professores, a ideia dela passou por fortalecer vínculo e pensar em um pequeno “mimo”, não apenas em aumentar cobrança. Para mim, esse detalhe mostra muito sobre o tipo de gestora que ela tenta ser: alguém que entende que resultado passa por gente.

Com ela, eu quase sempre sei quando uma coisa vem de um lugar verdadeiro.
Eu considero a sinceridade uma das características mais fortes da Isadora. Ela conversa, pergunta, tenta nomear o que está sentindo e geralmente deixa claro quando alguma coisa faz ou não faz sentido para ela. Isso pode tornar certas conversas mais profundas, mas eu prefiro assim: há uma honestidade emocional que dá peso ao que ela diz.
Também sempre me chamou atenção o jeito como ela gosta de entender. Não apenas saber a resposta, mas chegar no porquê. psicologia, comportamento, neuropsicologia, relações humanas, livros, existe uma curiosidade intelectual que combina com a forma particular como ela observa situações e pessoas.
Eu acho bonito que, aos 29, ela continue se fazendo perguntas. Nem sempre ter dúvida é diagnóstico de incerteza ou confusão; às vezes é só sinal de que a pessoa ainda está viva o bastante para revisar, aprender, mudar de opinião e descobrir novas versões de si mesma.
Se quiser acertar no presente...
Eu reuni aqui alguns dados coletados por observação de campo, relatos, atualizações espontâneas e uma quantidade possivelmente excessiva de atenção a detalhes. Use com responsabilidade.
Roupas
Camisa P, calça 36. Prefere peças diferentes, elegantes, artesanais ou com personalidade. Renda e trabalhos manuais costumam ter mais chance do que roupa muito colada.
Praia
Biquíni P. Branco e marrom largam na frente. Praia, mar e pôr do sol combinam bastante com o universo dela.
Sapatos
36/37, na dúvida, 37. Salto alto não é a aposta mais segura; conforto e estilo tendem a ter vantagem.
Maquiagem
Hoje prefere produtos e marcas em que confia. O nome da marca importa menos do que qualidade e a sensação de estar usando algo bom.
Música
MPB, Poesia Acústica, Pagode e Delacruz. Para estudar ou trabalhar concentrada, música clássica entra como trilha oficial.
Ambiente
Incenso, um livro interessante, uma atmosfera tranquila e tempo sem pressa funcionam melhor do que excesso de produção.
Chocolate
Chocolate branco e chocolate preto com amendoim são boas pistas. O paladar, porém, tem cláusulas específicas.
Zona de perigo
Jamais mexa na orelha dela. Evite ao máximo barulho de mastigação.
Precisão do banco de dados
Algumas preferências podem ter sido atualizadas. O autor não acompanhou as mudanças recentes.
Quanto você conhece da Isadora de verdade?
Seis perguntas para ver se você realmente presta atenção nas pequenas coisas que formam o jeito dela. Nada de prova séria, é só uma brincadeira para quem acha que conhece bem a Isa.
2. Qual é a praia que ela mais ama?
3. Qual dessas frases tem mais chance de representar a relação dela com academia?
4. Quando ela está preocupada com alguém ou desejando que tudo dê certo, o que combina mais com o jeito dela?
5. Se uma amiga sugere um lugar para sair, qual resposta combina mais com a versão sociável da Isa?
6. Quando a Isadora precisa cumprir uma meta, como ela encara esse desafio?
Que esse seja um ano de descoberta.
Essa última parte não é para passar direto. Risque a área abaixo com o mouse ou com o dedo para revelar.